A Nova Economia
Já faz algum tempo em que a equação de lucro de uma empresa mudou. Antigamente, você tinha um custo, queria um determinado lucro, e estabelecia o preço com base nisso, ou seja, o preço era função do lucro. Atualmente, a equação mudou: o preço é dado pelo mercado, ou seja, o seu lucro vai ser basicamente a diferença entre o preço (que você não tem controle) e o custo, fazendo com que o lucro passasse a ser função de custo.
Tendo isso como base, grande parte das mudanças nos sistemas das organizações é redução de custos, para que possam ter um maior lucro.
Quando falamos de bens facilmente substitutos, ou sem muita diferença aparente entre eles, o preço torna-se ainda mais um vilão, afinal, por que você irá pagar mais por um produto que lhe proporciona mesma utilidade que outro?
Algumas técnicas vem sendo adotadas por grandes empresas ao redor do mundo, veja abaixo o exemplo da cafeteria StarBucks
A StarBucks, sentindo seus negócios diminuirem bastante, principalmente segundo eles, devido a concorrência acirrada de cafeterias menores, tiveram que pensar em alguma saída.
Uma saída um tanto estranha, mas não menos funcional.
As cafeterias da StarBucks têm uma série de itens padronizados ao redor do mundo, desde os copos até as cadeiras na maioria dos locais. Isso lhe rende um grande custo fixo e variável em suas instalações.
Como assumimos que o lucro passou a ser função do custo, a redução deste custo (tanto o fixo quanto o variável) é imprescindível para o aumento do lucro e do volume de negócios em si.
A StarBucks colocou em prática (após alguma série de estudos, creio eu) o seu plano. Ela passou a abrir algumas cafeterias sem nome (sem o nome StarBucks) próximo aos seus concorrentes potenciais.
Com uma cafeteria sem muitos padrões a seguir, os custos diminuem significativamente, fazendo com que a StarBucks possa oferecer até um preço menor, e com uma possível margem maior, o mesmo café de uma cafeteria StarBucks normal.
Se você reparar, isso já acontece em alguns setores. A Unilever por exemplo, é detentora de várias marcas que “concorrem entre si”. Na verdade, as marcas não concorrem entre elas, a Unilever concorre com cada uma de suas marcas em uma uma determinada classe social. Quanto falamos em sabonetes, por exemplo, a empresa é detentora das marcas Dove, Lux, Rexona e Vinólia. Cada um deles com preços compatíveis para uma determinada classe social.
Muitas pessoas não se dão conta, mas ao trocar um sabonete mais caro por um mais barato para economizar, não interferem no faturamento da empresa como um todo. É claro que talvez o sabonete mais caro tenha uma margem de lucro maior, mas o mais interessante é que o cliente não vá para a concorrência propriamente dita.
Creio que a StarBucks esteja seguindo neste mesmo caminho.


